28/08/13 – 12h10

Dura a vida de marionete.
O que dizer,
o que ser,
o que fazer,
qual cheiro,
qual foco,
luzes,
alumbres,
e o que será quando crescer,
quem te diz, sou eu.

Dono da grana,
da fama,
da mesa de madeira maçiça.

Mas aqui,
no interior do meu interior,
não te faz dono do âmago
dessa tua boneca,
enfeitada,
de salto,
perfumada,
maquiada.
É como ser palhaço e
fazer sorrir,
e, inside,
querer chorar,
por não estar feliz.

Sistema, sistema, sistema,
dinheiro, dinheiro, dinheiro,
número, perímetro, tarifa,
tributo…
meu luto, meu enterro,
cavando lá no fundinho,
bem no fundinho,
tudo que aprendi a ser até hoje.

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