Foram duas lágrimas.
A primeira despencou rapidamente, como um suicida magrinho e sem talento.
A segunda ficou um tempo ninada pelas bordas até que caiu já quase seca nem passando da metade do rosto.
O sofrimento foi tão ralo que sequer alcançou o nariz.
Fiquei com preguiça de alguma saudade surpresa crescer escondida e me apunhalar em brechas de fraqueza e carinho, mas ela nunca apareceu e agora, se chegasse, seria só uma fantasia bordada de última hora pelo tédio.

Penultima vivência II

de dia era rodrigo
de noite cinematográfico
era só leão.
lido, longe
ficam mais os dedos
que as memórias.

e vozes
e dias atrozes
embalado para onde eu fosse
eu ia!,
aceitando mais a noite
que o dia.

de dia, eira
logo depois
lago sem beira,
braço longo
Casca boa para
encobrir
cerimônias.

assim um choro
aqui
já de noite
onde agora eu moro,
ou um coral,
rumor de risos e encantamentos pés descalços
e aranhas gordas,
lá fora a geada
anuncia a monção
aqui dentro
entre o que é rodrigo
e o que for leão
chegou

por sónias e rosas
um sopro de verão.

quero um sonho amarelo
– fosse trigo,
quero do feio
o que for belo,
e quero
– porque sim

a tua música sempre simples sempre só
sempre o mais possível
assim.

Da série: o processo de organização das caixas internas

Vez ou outra, a necessidade de “arrumar o guarda roupa” surge.
Quando existe a bagunça total até dos pensamentos, aparecem cabelos brancos. Vejam, hoje encontrei 7 (SETE), enquanto me maquiava no carro vindo trabalhar, parada no transito.

É um tal de “precisar” pra todo lado. Preciso fazer isso, preciso fazer aquilo, preciso comprar, preciso limpar, preciso produzir, preciso escrever, preciso ler o tal artigo, preciso pesquisar fulano, ciclano e beltrano, preciso agendar a reunião com o cara, preciso, preciso, preciso… PRECISO! PRECISO?

A unica coisa que se faz extremamente precisa é organizar todos essas necessidades.
Oras! É facil… Na teoria. Na prática, dói se readaptar tantas vezes a tantas novidades.

Saí da casa dos meus pais no começo do ano. Feliz e contente com o apartamentozinho com cara de casa de boneca, nomeado QG dos amigos e então, 9 meses depois, lá vamos nós encarar nova mudança… Mudança essa feita 2 dias antes que eu completasse 25 anos. Entrei na casa dos 25 planejando uma mudança, e não era só da minha casa, era de mim. Curiosamente, essa mudança veio também para mudar até coisas que eu nunca achei que mudariam.
Estou convicta que esse mundo vai acabar mesmo, não é possível! O passado bateu em minha porta em TODOS os sentidos. Todas as minhas “pendências” com o universo resolveram ser finalizadas justamente no meio de tudo isso. E onde é que EU fico? Quando é que EU decido? Pela primeira vez na vida, me vi sem nenhum controle dos acontecimentos ao meu redor. Isso é o que chamam por aí de destino?

Tantas coisas pro bem, tantas pro “eu não queria que tivesse sido assim, mas okay!” e tantas outras que eu ainda não organizei na caixinha do sentimento certo. Taí: vou etiquetar os pensamentos, sentimentos e acontecimentos, da mesma forma que coloco meus textos em categorias, ou como coloco meus arquivos em pastas denominadas, caixas nomeadas… Tudo pra não se perder. Tudo para não me perder de mim mesma.

Mas, querem saber da real? Que bom que a vida veio me bagunçar! Como diria Nação Zumbi, “que eu me organizando posso desorganizar, que eu desorganizando posso me organizar”.

E, apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Né não, Chico… Dessa vez, o Buarque.

Adeus, 24!
Bem vindo, 25!

A tal da viagem em família

Não é só uma viagem qualquer. É irmos todos à Tupã!

É aquela viagem que reune pedacinhos de você que estão espalhados por aí. Pessoas que compartilharam as melhores fases de sua vida: você nasceu e cresceu com todos eles. Familia. Mas quando digo familia, não digo, assim, pai, mãe e irmãos. Não. Eu me refiro à tias, tios e primos. im, numa mesma casa grande, moramos (ou nos reuniamos) todos, sempre,  e que quase todo dia tinha cara de festa. Tão especiais.

Vamos todos nos reunir outra vez, para mais um dia com cara de festa. Aliás, vou dizer: em festa a minha familia é boa! Boa? Não. Minha família é incrível. Familia grande, sabe como é. O Sr. Rafael/Rosendo Carrion Poyatos e Sra. Maria Fernandes não tinham TV. São tipo 12 filhos, mas que no final contamos 9. 9 filhos(as) trouxeram, que trouxeram mais 9 maridos/esposas (todos eles casaram) e que, depois, tiveram filhos. Alguns até mais de um! Então, minha gente, pense numa familia GRANDE! É. É a minha. E por isso que as festas são incríveis. Incríveis e extremamente simples: bebe-se cerveja, as mulheres conversam sobre como estão suas vidas, os homens (e as netas mais abusadas rs) jogam Truco (e inclusive gritam TRUCO!, em certos momentos), comemos muito bem (e muitas vezes), sempre com uma musiquinha boa de fundo ou as vezes só o silêncio. As vezes a trilha sonora são as piadas! Ou a lembrança de histórias do passado, que geralmente são tão engraçadas.

E em todas essas situações, somos nós, todos juntos de novo e vivemos mais um dia de ser feliz, e com cara de festa, só por estar junto.

Fartura à mesa, como boa tradição espanhola e para gosto de nosso avô, que agora só nos vigia de longe, de uma estrelinha, ou lá de Granada.

Muitas pessoas queridas. Muitas! De amor genuíno e maternal. Dividimos, todos, as mesmas origens.

E daí que além de tudo isso, é aniversário de 90 anos de Tia Dada (que para os outros é Tia Luzia, mas pra mim é Dada).  A minha eterna vózinha postiça linda linda, tão carinhosa e tão vó. Tia da minha mãe. Irmã da minha vó. Oras, ela é a minha vó! Minha Dada. Minha velhinha. Esse pode ser o nosso ultimo encontro e eu vou te guardar assim, dentro de mim: minha vózinha.

Vocês, vocês são:

as minhas marcas, meus valores e minhas armas de colorir. São como preces presas ao corpo, provando do gosto que eu já vivi.” (Marcas – 5 a Seco)

Amo muito todos vocês.

Mais um adeus

Esse blog, que mantenho a pouco mais de um ano, meio com cara de diário, tem por objetivo um alvo, que eu até tento acertar, mas não consigo.
É pretensioso da minha parte querer receber amor de alguém que apenas machuquei. Não. Não apenas machuquei. Eu o fiz feliz. Só destruí a felicidade depois.

Eu tentei algumas vezes, ao longo desses 6 anos, retomar contato, mas ele sempre foi irredutivel. E agora, quando finalmente estabeleço um diálogo, percebo que o amor acabou. Não em mim, mas nele. He doesn’t give a shit.

E eu ainda escolho filmes romanticos estando nessa fossa. Eu sou muito piegas. Fazer o que se o amor é piegas?
Só queria me importar menos. Superar. Como vc superou. Eu sou fraca demais.

E eu desisto. Você escolheu ir embora pelo meu único erro. Eu escolhi te manter aqui por tudo o que foi bom. Mas não posso deixar de viver por você e alimentar essa esperança estúpida todos os dias. A culpa não é sua por não me ter mais amor, porque fui eu que mandei você juntar tudo e jogar no lixo, no mar, no inferno ou sei lá onde. Não dá pra resgatar. Se foi. Pena que só eu guardei uma cópia, um rascunho.

Preciso parar de assistir a esses romances que dizem que no final fica tudo bem.

Te desejo felicidade e amor – dado e recebido. Sorrisos, amores e flores.

“És parte ainda do que me faz forte e, pra ser honesto, um pouquinho infeliz… Mas tudo bem.”

Nosso infinito particular

Certas vezes, o coração escurece feito a noite. Não há luz, não há certezas e nos perdemos em vazios. Buracos negros na planície desse universo paralelo que se chama coração. “Ah, escuridão, você é forte feito aço. Não te venço!”, dizemos. Até que, de repente, feito janelinha que se abre lá longe, chega ela: uma estrela, com sua pequenez inusitada. Não te cega. Não vai mudar a sua vida, porque ela está lá… Longe. Singela, apenas te desenha um sorriso. Um “olá!”, sutil e amistoso. E deste pequeno brilho, explodem outras janelinhas, outras estrelas, outros olhares, outras esperanças, outros sorrisos. Um novo horizonte se constrói, como em todos os ciclos da vida. Mas não importa, porque são brilhos! Tão lindos! Como te encanta esse céu estrelado! Brilhos que sorriem a tua alma. E tua alma gargalha estrelas! Nessa sua noite, o céu está generoso. Coisa bonita de se ver. Alma gargalhando e os olhos brilhando tanto quanto o céu! Mas o breu – ah, o breu! – ainda te predomina, ainda é o cenário que monta a sua noite, como uma peça de teatro. Não sejamos pessimistas, o caminho ainda segue. Tudo continuará a caminhar e, pelo menos, a paisagem favorece. Até que, então, outras superficies – maiores e mais coloridas – te surgem. São universos pequeninos e, mesmo sem vida humana, estão ali, pairando. Mostrando que, talvez, se o coração persistir, ele se depare com mais descobertas – dessas que façam mais diferença. Talvez, exista outro ser assim, pensante e observador. Talvez.

Talvez o coração nunca encontre o planeta terra. Talvez ele não conheça um lugar para morar, um porto para atracar e descobrir todas as belezas desse tal “mundo”. Da escuridão total à descobertas, o caminho já foi longo e generoso. Ele já sente. Sorri! Talvez sua pequena existência não atinja a plenitude, sua grande paixão, sua grande descoberta cheia de segredos e maravilhas. Talvez não. Ainda é noite. Entretanto, no céu há estrelas e planetas. Mas o breu – ah, o breu! – ainda predomina.

Uma despedida…

…Entre tantas outras que precisarei fazer.
Entretanto, foi a primeira vez que me joguei de um abismo.

 

 

Para começar é necessário terminar.
Mas tenho certeza que alguma coisa ainda vai permanecer, porque seria impossível apagar todas as marcas.
Cicatrizes são para a vida toda.

 

 

Ao meu inacabado, sôfrego e torpe pensamento esperançoso: let me go.

 

Do Adeus

‎Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti a minha dor.

Mas para onde vá, levarei o teu olhar
e para onde caminhes, levarás a minha dor.

Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos
uma curva na rota por onde o amor passou.

Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.

Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.

…Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.

(Pablo Neruda)

Meu avô Rafael

“Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos.”

Meu avô, imigrante, chegou ao Brasil em meados de 1930, pelos vapores que vinham da Europa e atracavam em Santos. Para sair de Granada, na Espanha, ele pegou a identificação do seu irmão já falecido e, se tornou Rafael Carrion Poyatos, ao invés de Rosendo Carrion Poyatos, seu verdadeiro nome. Veio junto com seu irmão, Manolo, que ao chegar ao Brasil, se suicidou atirando-se em frente de uma locomotiva – mas isso é outra história.

Meu avô Rafael escolheu o interior de São Paulo para fazer a sua vida. Em Tupã, mais precisamente, chegou bem jovem e aos 20 anos se casou com Maria, neta de Austríacos, tiveram onze filhos e destes somente nove sobreviveram. Tio Zé, Tio Paulo, Tio Tony, Tia Mília, a Chita, a Dia, a Rosa, minha mãe Maria e o Jair.
Lá ele trabalhou na roça e vivia numa pobreza digna. Minhas tias e minha mãe contam com alegria como faziam bonecas de espiga de milho e chinelos de pneus velhos. Naquele tempo a precariedade da vida não era tão evidente, não havia ganância e ambição passando na TV. Aliás, TV? Não existia! Era a vida de se viver assim, colhendo algodão, amendoim, fazendo meninices e cultivando o amor pela família.

Veio para São Paulo, construiu uma casa que chamávamos de casa grande. Aliás, tudo era nomeado pela minha família, desde cômodos da casa a apelidos esquisitos para as minhas tias. Tinha o quarto verde, o quartão, o quartinho, a área externa era chamada de azulzinho, minha tia Mercedes chamávamos de Chita, minha tia Luzia chamávamos Dia, minha tia Emília era apenas Mília. Na casa grande havia um vitralgrandioso que só abríamos em dias de festa, que ficava entre o quintal (onde fazíamos as aleluias de balas) e o quarto verde, onde muitas comemorações fizemos e muitas lágrimas deixamos. Muitas peculiaridades nessa família Carrion.

Não conheci minha avó Maria. Ela virou anjo antes que eu nascesse, mas vejo em minha mãe o rosto de minha avó, ambas com nome Maria e muito parecidas. Olhos azuis de lembrar o céu e o mar, juntos, como uma coisa só, como um infinito só. Muito amorosa minha avó Maria, imagino, assim como minha mãe, que parece ter o coração de mil mães nela só. Era assim com meu avô e minhas tias e tios – muito amor.

Com tantos tios e tias, é claro que a família cresceria muito. Todos os tios e tias tiveram filhos. Eu tinha muitos primos e primas. Eu era uma das mais novas, mas lembro-me de tudo com muita clareza. E nós, da segunda geração, herdamos esse costume de nomear esquisitamente as coisas, como nossos pais. Inventávamos brincadeiras que só nós fazíamos, como cidadinha, por exemplo.

As ceias de natal só podiam ser devoradas após a meia-noite, depois da prece, com meu avô sentado à ponta da mesa e os filhos, netos e amigos ao seu redor. E ai de quem beliscasse os quitutes antes deste cerimonial! Me lembro do meu avô em todas as festas de natal, quando belisco algum quitute antes da meia-noite, sempre penso que ele certamente me daria uma bronca! Embora, quando criança, lembro-me de ter beliscado algumas vezes as uvas que estavam ali pertinho de mim, e ele me sorriu carinhosamente, como quem participava da travessura. Nosso querido o avô Rafael.

Éramos uma família festeira, cheia de comemorações e motivos para reuniões. Mesmo velhinho, meu avô sempre esteve lá. Certo tempo ele se mudou da casa grande porque, muito galanteador, se casou pela segunda vez com a Dona Teresa. Muito querida, essa Dona Teresa. Todos os anos, contávamos os dias para a “Aleluia de balas”, quando as crianças tinham sacolinhas nas mãos e ela, cheia de balas e bombons, nos reunia no quintal, jogava os doces para cima e gritava “aleluia!”, e corríamos voltando nossas sacolinhas em direção ao céu, pescando guloseimas que caiam das nuvens. Meu avô e a Teresa agora moravam juntos, numa casa próxima à casa grande. Agora, eu morava na casa grande com meus pais, com meus irmãos Rogério, Ricardo e Rodrigo, com as tias Dia e Rosa e meus primos Leandro, Fernanda, Flávia, Simone e Fábio. Era uma casa muito, muito feliz.
Nas festas ficávamos aguardando o vô no portão e, quando ele dobrava a esquina, corríamos para ver quem o abraçava primeiro. Ele retribuía o abraço de cada um e sorria com aqueles olhos azuis que mais pareciam estrelas, o rosto já todo enrugadinho e as orelhas grandes de quem já perdeu as contas da idade. Entravamos à casa grande orgulhosos de estarmos em sua companhia, como cavaleiros vitoriosos nos filmes épicos.

Quando íamos à casa do vô Rafael, ele nos servia muita coca-cola e copa. Gostava de fartura! E a Dona Teresa nos dava colheres cheias de doce de leite. A casa dele tinha um abajur que fazia desenhos engraçados nas paredes e um enfeite de tatu, que mexia o rabinho junto com a cabeça. Lembro do cheiro da casa do meu avô até hoje. Esse cheiro não tinha nome, mas agora é cheiro de saudade. Nessas visitas à casa dele, ele já começava a nos contar piadas muito engraçadas, mesmo sendo sempre as mesmas, tipo aquela do João Bosta. Ríamos de doer o estômago. Nosso querido avô Rafael.

O tempo foi passando e os anjos quiseram avisar meu avô que ele era boa companhia para Deus, então deixaram que ele passasse mais um tempinho conosco, para que todos pudessem se despedir. Certo tempo me lembro que, ainda na casa da Dona Teresa, sentávamos em volta dele enquanto ele permanecia deitado numa cama esquisita na sala. Era uma cama de hospital. Ele falava mansinho e cheio de cuidado. Depois de um tempo, ele voltou à casa grande, ainda na cama. Certa tarde, ao assistir He-Man na parte da casa em que morávamos, minha tia Dia desceu as escadas e me pediu para abaixar o volume da TV, por causa do meu vô, que estava sendo levado pelos anjos. Corri desesperadamente pelas escadas e quando cheguei lá, vi todo mundo com os olhos jorrando água. Ele tinha ido embora, meu querido avô Rafael, naquele mesmo quarto verde em que comemorávamos os aniversários e as ceias de natal. Nosso querido avô Rafael.

A casa grande não existe mais. Foi vendida, demolida e, por ironia do destino, no mesmo lugar construíram uma escolinha. Um perfeito lugar para uma escolinha! Naquele pedaço de mundo, vivi os melhores momentos da minha vida.
Nos meus sonhos sempre vago pelos corredores da casa grande, pelas escadas, pelo azulzinho, pelo quartão, quartinho e até pelo quarto verde, onde abro o vitral, como em dia de festa, e vejo o sorriso contagiante do meu avô, que virou arcanjo e hoje está lá em cima, cuidando de todos nós com aqueles olhos de estrelas.

Chegadas e Partidas

Fique a vontade, meu bem. Sinta vontade de ficar!
Não tenha pressa – Quem sabe aqui é seu lugar?
Mas, se tiver de ida, vê se não vai assim sem mim.
Deixa a dor pra depois, vamos nos aventurar nesse nosso tempo após prantos sem chorar.
Me mostra tua coragem. Vai! Leve tudo de mim!
Apague os passos da estrada e tente não se lembrar daquele nosso tempo (o qual era tão fácil amar).
Diz que quando eu for embora sempre vai me procurar.
Não que eu não queira – sempre eu vou te amar.
E em cada estação em que não puder estar, levo essa saudade enquanto não posso te levar.
No fim desse sufoco, espero contar com a sorte. Se ela existe, que só a morte possa nos separar.