Champagne supernova in the sky

Me lembro que certa vez, quando estava sentindo esse mesmo buraco no peito, eu tinha pouco mais de 18 anos. Certa ocasião, curiosamente, eu ouvia Oasis nos fones de ouvido e caminhava pela Paulista, no começo da noite, a caminho de um encontro com alguns amigos. Estava tocando Champagne Supernova, uma das minhas preferidas. Notei que exatamente à mesma altura que eu caminhava, havia um rapaz, com seus vinte e poucos anos, tocando violão e cantando aos berros, sem camisa, no meio fio. Eu, que estava na na calçada, desacelerei o passo, baixei o volume do mp3 e, qual era a música que o cara berrava? Champagne Supernova. Eu tinha tomado um tiro de canhão no peito e, naquele momento, fui acertada por outro. Acho que ele também. Chorei, mas com um sorriso no rosto, porque foi exatamente naquela hora que entendi como tudo é efêmero. Vou me lembrar dessa cena até o fim da minha vida.

“But you and I, we live and die
The world’s still spinning around
We don’t know why”

 

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