16/01/2013 – 00:42

É dentro do peito
que a palavra
ferve
e se atira
pelas mãos
trêmulas,
pela caneta
falha
e desaba
feito água
pelos meus
olhos.

É dentro de mim
que as palavras
moram
os verbos
se conjugam
se multiplicam
viram pretérito
criam vida
e voam
pela boca.

É nos meus ouvidos
que as palavras
gritam
feito bala
de calibre
38.
Me anoitecem
com esse som
agudo
do seu não,
que me parece mais
um sim.
Me transforma em
surdo,
mudo,
surto,
parto,
viro,
e volto…
Sempre volto.

 

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