Vertigem

Uma hora tá assim,
tá assado ou
uma hora não tá.
Não mais.

De repente começa,
de repente termina e
de repente, o que houve?

Ora encaixa,
ora desencaixa,
essa engrenagem louca que é a vida.

Vida,
amores,
escolhas,
hipóteses,
é tanto
tudo
que no meio de tudo isso
a gente
some.

Sub.traímos
nós
de nós mesmos.

Pra quê
mesmo?

Engrenagem,
mecanismo.

E eu
no meio disso tudo?

Meio passarinho,
cantando na gaiola.
Olhando tudo,
sem poder
voar.

Não quero me encolher nesse espaço
pequeno.

Quero voar
quero fugir
dessa engrenagem
enjaulada
de ser sempre o que se é
e não puder
mudar.

Porque a vida
é feito
dança.
Passarinho,
asa,
voa.
Sabe?

Na verdade,
nem eu.
Do amanhã
eu não sei.

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Um pensamento sobre “Vertigem

  1. Que bela poesia! Gostei tanto que peço licença para arriscar uma resposta a ela….

    Origem

    Não se deixe levar
    pela engrenagem
    recupera a coragem
    de a caminhada continuar.

    Porque a vida
    é feita dia-a-dia
    na tristeza e na alegria
    eterna obra a ser escrita.

    E nós, no meio disso tudo?
    Desses amores brutos?
    Encaixa, desencaixa
    Eleva, rebaixa.

    Mas continua.
    Vestida. Nua.
    Vertida. Crua.
    Mostra. Insinua.

    Todas suas faces
    Todas suas fases
    Todas suas frases
    Todas suas crases

    E pazes

    E transforma
    E retorna
    E revolta
    E reforma

    Dançar ao luar
    Como um pássaro voar
    Escapar da autoimposta gaiola
    Soar a música na vitrola.

    Do amanhã
    eu só sei
    que ele existirá
    e você também.

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