Da série: o processo de organização das caixas internas

Vez ou outra, a necessidade de “arrumar o guarda roupa” surge.
Quando existe a bagunça total até dos pensamentos, aparecem cabelos brancos. Vejam, hoje encontrei 7 (SETE), enquanto me maquiava no carro vindo trabalhar, parada no transito.

É um tal de “precisar” pra todo lado. Preciso fazer isso, preciso fazer aquilo, preciso comprar, preciso limpar, preciso produzir, preciso escrever, preciso ler o tal artigo, preciso pesquisar fulano, ciclano e beltrano, preciso agendar a reunião com o cara, preciso, preciso, preciso… PRECISO! PRECISO?

A unica coisa que se faz extremamente precisa é organizar todos essas necessidades.
Oras! É facil… Na teoria. Na prática, dói se readaptar tantas vezes a tantas novidades.

Saí da casa dos meus pais no começo do ano. Feliz e contente com o apartamentozinho com cara de casa de boneca, nomeado QG dos amigos e então, 9 meses depois, lá vamos nós encarar nova mudança… Mudança essa feita 2 dias antes que eu completasse 25 anos. Entrei na casa dos 25 planejando uma mudança, e não era só da minha casa, era de mim. Curiosamente, essa mudança veio também para mudar até coisas que eu nunca achei que mudariam.
Estou convicta que esse mundo vai acabar mesmo, não é possível! O passado bateu em minha porta em TODOS os sentidos. Todas as minhas “pendências” com o universo resolveram ser finalizadas justamente no meio de tudo isso. E onde é que EU fico? Quando é que EU decido? Pela primeira vez na vida, me vi sem nenhum controle dos acontecimentos ao meu redor. Isso é o que chamam por aí de destino?

Tantas coisas pro bem, tantas pro “eu não queria que tivesse sido assim, mas okay!” e tantas outras que eu ainda não organizei na caixinha do sentimento certo. Taí: vou etiquetar os pensamentos, sentimentos e acontecimentos, da mesma forma que coloco meus textos em categorias, ou como coloco meus arquivos em pastas denominadas, caixas nomeadas… Tudo pra não se perder. Tudo para não me perder de mim mesma.

Mas, querem saber da real? Que bom que a vida veio me bagunçar! Como diria Nação Zumbi, “que eu me organizando posso desorganizar, que eu desorganizando posso me organizar”.

E, apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Né não, Chico… Dessa vez, o Buarque.

Adeus, 24!
Bem vindo, 25!

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