Caráter…

…ca-rá-ter
s. m.
Conjunto de qualidades (boas ou más) que distinguem (uma pessoa, um povo); traço distintivo: o caráter do povo brasileiro.
Gênio, índole, humor, temperamento.
fôrmação moral, honestidade: homem de caráter.

A falta de caráter é o antônimo das descrições acima.**

(Fonte: Dicionário Online)

Hoje não sinto nada, ontem eu tive mágoa, anteontem ira e, antes, tive paixão. Paixonite agúda, daquelas que te deixam com a maior cara de idiota e com a sensação de ter muita sorte de estar acontecendo com você. Trêmula, com sorriso frouxo, com aquela cara de idiota e com os olhos explodindo mil fogos de artificio, feito réveillon.
A paixão chega e te mostra que a vida pode ser, sim, muito mais do que já é…
…Até a pagina 15.

Tenho ouvido Vinícius de Moraes em demasia (sozinho, com Toquinho, com Miúcha e também com Jobim), e ele descreve, na maioria dos poemas e musicas, a sensação de êxtase dos apaixonados, tanto das paixões boas quanto das ruins. Até porque é meio relativo classificar alguma paixão de ruim. Ela só é ruim quando deixa de ser paixão e se transforma em mágoa, tristeza, lágrimas e recalque. Enfim. Voltando ao Vinícius, a música que está em looping (na minha cabeça e nos fones de ouvido) é “Canto de Ossanha”, que fala sobre como os apaixonados são encorajados a se entregar às paixões e, de repente, se percebem nadando em despeito. Sim, despeito. Porque é muito constrangedor ser passado para trás. O sujeito as vezes sabe que não pode lhe dar a paixão larga em retorno e, mesmo assim, insiste que você se entregue.

Sim, eu estou falando das paixões ruins. Esse é o enredo.

Hoje mesmo eu conversava com uma grande amiga e falávamos sobre esse negócio complicado que é se apaixonar por pessoas de caráter duvidoso. Sabe aqueles sujeitos complena consciência que, hora ou outra, podem te fazer sofrer e mesmo assim insistem em dar continuidade na “relação”? Pois bem, é a isso que me refiro. E você, toda cautelosa, disserta sobre a sua fragilidade do momento, diz que não pode se envolver porque não gostaria (e nem poderia) de se machucar  e blábláblá. Aí o cara se faz forte, te transmite segurança e você vai se envolvendo. É como se um sujeito te chamasse pra dançar e você avisasse de antemão que não sabe. Ele diz pra você que é só o acompanhar, porque ele te conduz. Até ele dançar uma música loucamente e, depois, te abandonasse no salão, porque ele não pode dançar. Daí, o ódio/raiva/mágoa/fiiiilhodaputa!. Aí já não é paixão, já é outra coisa. Entendeu? A paixão é boa, o sentimento de rejeição que não é.

Quando a bomba estoura, os sacanas sempre se fazem de vítima do acaso.
Balela! Bullshit!

Em suma:
Ninguém merece sofrer por decisão de outra pessoa. Ninguém.
Quando o sujeito tem plena consciência de que pode te ferir e mesmo assim insiste na história, ganha o free pass para o Hall dos caráteres duvidosos.
Quem decide se é necessário sofrer (ou se vale a pena), somos nós. É por isso que existe aquele maravilhoso adjetivo chamado “honestidade”.

“As causas não determinam o caráter da pessoa, mas apenas a manifestação desse caráter, ou seja, as ações.”
(Arthur Schopenhauer)

____________________________________________________________

**nota adicionada por mim, é claro.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s