Ontem

Escrevi. Apaguei. Pensei.
Escrevi. Apaguei de novo. Escrevi. Mudei. Pensei muito. Apaguei.

Não usarei palavras de efeito para tentar amenizar o que o tempo construiu.
Essa muralha que nos separa, quem construiu, fui eu.
Não são meia duzia de palavras que poderiam mudar o que nos emudeceu.
Esperei a vida inteira pelo momento em que seus ouvidos me sintonizariam e, diante da oportunidade, calei.
Calei, como se eu não pudesse expressar o que quisesse com palavras, pela primeira vez. O que eu tenho para dizer, está nos meus olhos.
Ontem era água salgada o soro do choro, que se fez doce porque era de felicidade.

Hoje, nem sei. Foi a ultima vez. Foi? Não sei dos teus pensamentos.
Nunca fui boa com lógica – a minha bússola sempre foi discernir as coisas entre ter – ou não – sentimento. No seu caso, só sei enxergar uma interrogação.

Eu só queria ouvir o som da sua voz. Nem que fosse pela ultima vez.

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