Moving out – adeus ano velho

Foram preciso 2 braços e 7 dias para armazenar meus 25 anos em 32 caixas. Cortar o cordão umbilical pode ser fácil na visão lúdica, mas na prática é tipo rehab – difícil. É o desapego no sentido amplo da palavra.
Não foi só o calendário que foi trocado; a minha vida, a partir de agora, também tem novo papel de parede.

Em determinado momento da vida, o espaço fica pequeno. Não o espaço físico, mas aquele espaço de manias, jeitos e vontades.
Pais que precisam curtir o casamento, depois de terem criado todos os filhos.
Filhos que já têm idade o suficiente para abrirem as asas e voarem, traçando seus próprios caminhos.
Nessa partida não há espaço para lágrimas, a menos que estas sejam de alegria.

Nos últimos dias na casa dos meus pais, comecei a dar valor à pequenas coisas: o cheiro do café do meu pai de manhã, o carinho da minha mãe ao preparar o almoço dominical, a mania da minha mãe de falar sozinha enquanto faz as tarefas de casa, meu pai desligando a TV do meu quarto quando eu pego no sono e a mania da minha mãe de dormir assistindo TV as 20h30… Entre tantas outras coisas, que se eternizam nos meus pensamentos, com carinho.

Eu não estou partindo. Eles sempre estarão lá e eu sempre serei a caçulinha destemida.
Desfazendo laços aqui, recomeçando ali e vendo uma nova etapa se formar diante dos meus olhos.
É hora crescer.

Meu apartamento. Encho a boca pra contar a minha conquista. É suada, dia após dia.

E 2012 começa com um querer diferente: Now it’s all about me.

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