A bailarina e o astronauta

“Eu sou uma bailarina e cheguei aqui sozinha.
Não pergunte como eu vim, porque já não sei de mim.
Do meu circo eu fui embora, sei que minha família chora.
Não podia desistir, se um dia, como um sonho, ele apareceu pra mim.
Tão brilhante como um lindo avião.
Chamuscando fogo e cinzas pelo chão.
De repente como um susto, num arbusto logo em frente,
aconteceu uma explosão, afastando a minha gente.
Mas eu não quis ir embora, não podia ir embora.
Como se nascesse ali um amor absoluto pelo homem que eu vi.
Poderia lhe entregar meu coração, alma, vida e até minha atenção.
Mas vieram as sirenes e homens falando estranho.
Carregaram meu presente como se ele fosse um santo.
Dirigiam um carro branco e num segundo foram embora.
Desse dia até agora, não sei como, não pergunte, procuro por todo canto.

Astronauta, diz pra mim, cade você? Bailarina não consegue mais viver.” (Tiê)

Você faz falta, astronauta. Muita falta.

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