Vento Corredor

Cabelo de ouro
Arreio de prata
Era um cavalo corredor
Feito fogo lá na mata

Cancão já piou, mato cortador
Gibão castigado
Vou levar uma só fulô
E no peito uma só saudade

Era vento e claridade
Que a mata se iluminou
Iluminou os espinhos, e o breu da noite apagou
Fogo encantado do mato,
Mato de faixo e fulô
fulô que enfeita o caminho
Caminho que o vento cortou

Vai corredor, vai corredor
Embrenha no mato, corredor
Vai corredor, vai corredor
Embrenha no mato, corredor
(Tiné – Vento Corredor)

Tão linda, tão cheia de poesia. Já imaginei algumas linhas de rabeca para acompanhar essa canção maravilhosa. Descobrir Tiné foi um presente de Gledz Lima. Fiquei apaixonada. Ouçam! Cliquei no play!

Confesso que em um dado momento de descuido, enquanto ouvia essa música, acabei me deixando levar pela emoção e pela sensação angustiante de saudade… E chorei. Um choro meio engasgado com a tristeza da partida do “Corredor”.
Vou levar uma só fulô e no peito uma só saudade“.

Uma metáfora perfeita.
Vai, Corredor!

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Um pensamento sobre “Vento Corredor

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