Cultura Popular Brasileira

A minha paixão pela cultura popular brasileira surgiu no final de 2008, quando finalmente descobri o que era o Maracatu de Baque Virado (Maracatu Nação). Até então, se me perguntassem sobre maracatu, eu logo associaria a Chico Science – o que é um tremendo de um engano!
Chico Science faz parte do movimento Mangue Beat, que tem influências do Maracatu de Baque Solto. Cada tipo de maracatu possui batidas diferentes, toques diferentes, tradições diferentes… Mas ambos são lindos.
Me tornei integrante do Grupo de Maracatu Bloco de Pedra e também do grupo feminino de estudos de populares Icamiabas (de releituras de folguedos diversos) e fui uma das fundadoras do Maracatu Baque Sinhá (maracatu somente de mulheres).
Hoje sinto-me muito mais rica, após poder conhecer a fundo diversos folguedos populares. Danças, ritmos, cantos, loas, toadas… Antes, eu nunca havia pensado que poderia existir “Cavalo Marinho”, “Barravento”, “quebra-prato”, “jongo”, “cacuriá”, “tambor de crioula”, “côco de roda”, “samba de umbigada”, entre tantas coisas.
Hoje, vivo uma fase intensão de paixão. Paixão pela rabeca. Conhece?
O video abaixo traz uma das únicas rabaqueiras do Brasil: Renata Rosa. Uma artista popular que, infelizmente, como tantos outros, só faz sucesso fora do Brasil (onde aprecia-se muito mais a nossa cultura do que nós mesmos). Vale a pena dar play e ouvir com o coração aberto à novos ritmos – é de se apaixonar!
Em contato com muitos amigos, decidi tomar aulas de rabeca. E, ainda, dei um passo ainda maior: decidi, inclusive, comprar uma rabeca. Mas não é qualquer uma não.
No maracatu, por exemplo, nós construímos os nossos próprios instrumentos (as alfaias) que são os tambores. Obtemos um som muito particular, onde ecoa, em cada batida, o nosso suor, esforço e amor. Quando feito pelo seu próprio “tocador”, o instrumento acaba sendo muito mais do que um simples “instrumento”, ele se torna a extensão de quem o fez. E quem o toca, sabe que está emitindo os seus próprios sons.
E, partindo dessa premissa, construirei a minha própria rabeca, com a ajuda de queridos mestres, é claro.
Construí meu próprio tambor, com sangue, suor, labuta e dor, depois de ter travado uma batalha enorme dentro de mim mesma. Meu tambor fêz-se vivo e hoje ecoa numa força estrondosa.
Fico imaginando, e a rabeca? Como será que ele se fará viva?
E, pra finalizar, esse vídeo da Orquestra de Rabeca, em Juazeiro do Norte.
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